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Dom José Carlos participa da reunião do Conselho Permanente da CNBB em Brasília

O arcebispo metropolitano de Montes Claros, Dom José Carlos de Souza Campos, participou nesta semana da reunião do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada entre os dias 3 e 5 de março, na sede da Conferência, em Brasília (DF).

Considerado um dos principais órgãos de decisão da CNBB, o Conselho Permanente reúne a Presidência da Conferência, os presidentes das Comissões Episcopais e os presidentes dos regionais para refletir, avaliar e encaminhar temas importantes para a vida e a missão da Igreja no Brasil.

Dom José Carlos participa da reunião na condição de presidente do Regional Leste 2 da CNBB, que compreende as dioceses e arquidioceses do estado de Minas Gerais. Sua presença representa também a Igreja particular da Arquidiocese de Montes Claros nas reflexões e decisões pastorais de âmbito nacional.

Primeiro dia marcado por celebrações do bicentenário Brasil–Santa Sé

A programação da terça-feira, 3 de março, foi marcada por atividades comemorativas pelos 200 anos das relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé. Pela manhã, os bispos participaram de uma sessão solene no Plenário Ulysses Guimarães da Câmara dos Deputados, em Brasília.

A cerimônia integrou oficialmente o calendário comemorativo do bicentenário e reuniu os membros do Conselho Permanente da CNBB, parlamentares, representantes do corpo diplomático e autoridades civis e eclesiásticas. Após a execução do Hino Nacional pela orquestra do Batalhão da Guarda Presidencial, a imagem de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, foi acolhida no plenário, confiando a Deus as intenções e os trabalhos daquele momento celebrativo.

Durante a sessão, diversas autoridades destacaram a importância histórica das relações entre o Brasil e a Santa Sé. O arcebispo de Brasília, Cardeal Paulo Cezar Costa, ressaltou que, no país, consolidou-se um modelo de “laicidade positiva”, no qual Igreja e Estado, distintos e independentes, colaboram em favor da sociedade. Já o presidente da CNBB, Cardeal Jaime Spengler, destacou que o bicentenário é ocasião para reconhecer um caminho em que a diplomacia esteve a serviço da paz, do diálogo e da promoção da dignidade humana.

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Ao meio-dia, os bispos dirigiram-se à Catedral Metropolitana de Brasília para a celebração da Missa em Ação de Graças pelo bicentenário das relações entre o Brasil e a Santa Sé. A Eucaristia foi presidida pelo cardeal Lorenzo Baldisseri, enviado especial do Papa Leão XIV para a ocasião e que também serviu como núncio apostólico no Brasil entre 2002 e 2012, período marcado por importantes avanços nas relações entre os dois Estados, incluindo a assinatura do Acordo Brasil–Santa Sé, promulgado em 2010.

Na homilia, o cardeal transmitiu a saudação e a bênção apostólica do Santo Padre ao povo brasileiro e recordou a longa história de amizade e colaboração entre o Brasil e a Santa Sé.

“Estou muito feliz de me encontrar hoje no Brasil, nesta esplêndida Catedral de Brasília, na qualidade de enviado especial de Sua Santidade Leão XIV para a feliz recorrência dos 200 anos de relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé”, afirmou.

A celebração reuniu os bispos do Conselho Permanente da CNBB, membros do clero, religiosos e fiéis, em um momento de ação de graças pela história construída ao longo de dois séculos de diálogo e cooperação entre a Igreja e o Estado brasileiro.

À noite, às 19h, a Nunciatura Apostólica no Brasil, em parceria com a CNBB, promoveu uma recepção diplomática em comemoração ao bicentenário. O encontro reuniu autoridades eclesiais, representantes do governo, membros do corpo diplomático e os bispos do Conselho Permanente da CNBB, em um momento de fraternidade, diálogo e cooperação, celebrando dois séculos de relações marcadas pelo respeito mútuo e pelo compromisso com o bem comum.

Dias 4 e 5 dedicados a reflexões pastorais e institucionais

Nos dias 4 e 5 de março, os trabalhos do Conselho Permanente da CNBB continuaram na sede da Conferência, em Brasília, com momentos de avaliação, reflexão e planejamento pastoral para a Igreja no país.

Logo no início das sessões, a Presidência da CNBB apresentou um balanço da visita realizada a Roma entre os dias 19 e 29 de janeiro, quando os bispos estiveram reunidos com os Dicastérios da Cúria Romana e participaram de uma audiência com o Papa Leão XIV. Durante essa agenda, também foram celebrados, na capital italiana, os 200 anos das relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé.

O presidente da CNBB, cardeal Jaime Spengler, destacou que a tradicional visita aos Dicastérios e ao Santo Padre é sempre uma oportunidade de partilha sobre o trabalho desenvolvido pela Conferência e de escuta das orientações da Santa Sé. Segundo ele, o encontro ocorreu em espírito fraterno e acolhedor, com grande interesse pelo que a Igreja no Brasil tem realizado.

Ainda sobre a audiência com o Santo Padre, foi relatado que o Pontífice apresentou algumas sugestões à Conferência e manifestou preocupação com o acompanhamento humano, espiritual e canônico dos bispos eméritos. Na ocasião, o primeiro vice-presidente da CNBB, Dom João Justino de Medeiros Silva, apresentou ao Papa o convite oficial para participar do Congresso Eucarístico Nacional, previsto para o próximo ano, em Goiânia.

Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora

Outro ponto importante da pauta foi a apresentação da versão final das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), documento que orientará a ação pastoral da Igreja nos próximos anos.

O arcebispo de Santa Maria, Dom Leomar Brustolin, presidente da comissão responsável pelo texto, destacou que nenhum outro documento da Conferência passou por um processo tão amplo de escuta. Segundo ele, o texto reflete a riqueza das contribuições recebidas de dioceses, pastorais, movimentos e diversas expressões do Povo de Deus.

O objetivo geral das Diretrizes — ainda a ser aprovado na próxima Assembleia Geral da CNBB — é:

“Evangelizar, anunciando Jesus Cristo, como Igreja sinodal sustentada pela Palavra e pelos sacramentos, formando comunidades de discípulos missionários”.

O documento está estruturado em seis capítulos, abordando a comunidade cristã como espaço de encontro e acolhida, a escuta dos sinais dos tempos, o discernimento pastoral a partir dos eixos de comunhão, participação e missão, a presença missionária do Povo de Deus — com atenção especial ao laicato —, os caminhos da missão e os compromissos sinodais que envolvem a conversão das relações, processos e estruturas eclesiais.

Durante a reunião, os bispos também refletiram sobre a metodologia para aprovação do texto na próxima Assembleia Geral da CNBB, que será realizada em abril, buscando garantir ampla participação e diálogo entre os membros do episcopado.

Avaliação das campanhas da Igreja no Brasil

Outro tema tratado foi a avaliação e o planejamento das campanhas promovidas pela CNBB. O secretário executivo de Campanhas, padre Jean Poul, apresentou um panorama da Campanha da Fraternidade 2026, destacando os frutos já percebidos em diversas dioceses, com lançamentos nacionais, encontros de formação e iniciativas pastorais nos regionais.

Também foram apresentados os primeiros encaminhamentos para a Campanha da Fraternidade 2027, cujo texto-base está em processo de elaboração. O edital para a escolha do hino da campanha já foi publicado e conta atualmente com 185 inscritos.

A reunião também abordou a Campanha para a Evangelização, ressaltando sua ligação com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora e sua importância no processo de recepção do novo documento nas dioceses.

Entre os encaminhamentos práticos, os bispos discutiram alternativas para a produção dos envelopes das campanhas, considerando os custos e o impacto ambiental das impressões. Uma das sugestões foi produzir envelopes sem indicação de ano, permitindo seu reaproveitamento nos anos seguintes, além de ampliar as possibilidades de contribuição por meios digitais, como o Pix.

Na sessão final do encontro, também foram confirmados novos serviços para a missão da Igreja no Brasil. O padre Tiago Ávila Camargo foi acolhido como subsecretário adjunto de Pastoral da CNBB, enquanto o padre Antônio Valdeir Duarte de Queiróz foi escolhido para atuar na Comissão para a Ação Missionária e no Centro Cultural Missionário, fortalecendo o trabalho missionário da Igreja em âmbito nacional.

Fotos e informações: CNBB Nacional

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